Declarações do ex-jogador sobre o treinador do Flamengo em abril geraram processos judiciais

Treinador do Flamengo, Jorge Sampaoli entrou com dois processos na justiça de São Paulo, além de uma queixa-crime, contra o ex-jogador e comentarista esportivo Neto. No programa "Os donos da bola", da Band, o apresentador afirmou que o argentino "foi racista no Santos" durante sua passagem pelo clube em 2019. 

As informações são de Gabriel Vacquer e foram publicadas no F5, da Folha de São Paulo, e revelam que o advogado do técnico pediu R$ 500 mil pelo processo de danos morais, que corre na esfera cível, contra Neto e a emissora.

O advogado de Sampaoli afirma que a emissora e Neto "feriram a honra" do treinador com as acusações. "Ele [Jorge Sampaoli] foi racista no Santos, nunca cumprimentou ninguém, nunca falou português: 'Por favor, não, senhor, me desculpe…'. Esse baixinho, idiota. Isso aí é uma vergonha, pinto pequeno, não sabe nada de bola. É uma vergonha o Flamengo contratar um cara desse", afirmou Neto durante o programa "Os donos da bola".

Neto continuou com as afirmações, desta vez no programa "Baita Amigos", no canal BandSports. Ele falou sobre a relação de Sampaoli com o preparador de goleiro do Santos, Sebastião Martins Oliveira Júnior, o Arzul. De acordo com o comentarista, o ex-jogador Serginho Chulapa revelou detalhes da relação dos dois. 

"Um cara que trata mal o Arzul, que é negro. E que é igual a mim, que é igual a você e que é um ser humano incrível. Esse cara, o Jorge Sampaoli, fazia o Arzul ficar fora do vestiário. Ele fez muitas pessoas contratadas antes dele perderem o emprego. Esse cara é nojento. Nunca tratou bem ninguém", afirmou.

Em entrevista ao F5, o advogado de Sampaoli, Raphael Fisori, explicou a motivação para pedir o valor de R$ 500 mil como indenização. "É mais ou menos esse o valor que a Band compra por um intervalo comercial de 30 segundos. Esse é o mínimo que pedimos, queremos que a condenação seja bem maior, porque as provas são claras", contou.

Fisori também entrou com uma queixa-crime por calúnia, injúria e difamação, pedido que já foi aceito pela justiça de São Paulo. "Na parte da queixa-crime, em vez de pedir dinheiro, eu peço uma condenação para que eles se pronunciem no ar sobre o que falaram", informou o advogado.


Fonte: O GLOBO